2018 08.03
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Justiça absolve três policiais civis de São José acusados de elo com tráfico

Alexandre Pereira da Silva, Fabrízio Silano e Luís Fernando Lima Junior foram presos em novembro de 2017 após denúncia do MP. Juíza diz no despacho que não houve irregularidades, nem enriquecimento ilícito. Cabe recurso.

 

 

A justiça absolveu nesta quinta-feira (2) três policiais civis de São José dos Campos acusados pelo Ministério Público de elo com o tráfico de drogas. Alexandre Pereira da Silva, Fabrízio Silano e Luís Fernando Lima Junior, que atuaram no setor de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), foram presos em novembro de 2017 junto com outros 21 policiais. A promotoria pode recorrer da decisão.

Dois dos três presos, sendo Fabrizio e Luís Fernando, já tinham sido libertados da prisão em maio deste ano. Agora, a Justiça determinou a soltura também de Alexandre. A expectativa da defesa é que ele deixe a prisão ainda na noite desta quinta.

Os três policiais foram acusados pelo MP de terem empreedido esforços incomuns e ilegais para recuperação de uma moto roubada sob pena de acabarem com o tráfico no Campo dos Alemães. Eles teriam a informação de que o autor do crime era do bairro da zona sul e, segundo o MP, teriam exigido a recuperação do veículo em troca de omissão.

No despacho, a juíza Naira Assis Barbosa, da 3ª Vara Criminal de São José dos Campos, concluiu que não entende como indevida a atuação de policial civil que empreendeu esforços para recuperação de um bem furtado, que tinha boletim de ocorrência registrado.

"Qual teria sido a vantagem indevida perpetrada pelos policiais? A motocicleta, abandonada em via pública e recuperada por policiais militares dias após a suposta exigência feita pelos acusados, não se enquadra no conceito de 'vantagem indevida'", diz trecho da decisão.

A decisão também não afirma que eles teriam enriquecido ilicítamente, fruto de suposto elo com o tráfico, e sinalizou que eles não tinham gastos avantajados, nem vida de luxo. "Do relato das testemunhas ouvidas e dos interrogatórios, depreende-se que os acusados levavam uma vida comum", disse a juíza em outro trecho.